segunda-feira, 19 de novembro de 2012

SINTESE AS TRANÇAS DE BINTOU

1-SINTESE REFLEXIVA

        Este trabalho tem por objetivo fazer uma síntese entre a história, “As Tranças de Bintou” e o texto “Uma Abordagem Integrada da Aprendizagem”.
      “As Tranças de Bintou” conta a história de uma criança chamada Bintou, que sonha em ter tranças. Ela não consegue o que quer, pois segundo a tradição de sua tribo na África as crianças só podem usar birotes (um estilo de amarrar os cabelos) só ao atingirem a juventude poderão utilizar tranças nos cabelos. Isso tudo por uma questão de facilitar e dar bem estar no dia a dias das crianças. E até mesmo resaltar de forma diferente a identidade de cada faze do ser           humano.
       No texto uma Abordagem Integrada da Aprendizagem no primeiro parágrafo fala que: Ao permitirmos que as crianças percebam conceitos mais abstratos funcionando na realidade de seu mundo familiar, forja-se outro elo significativo de aprendizagem. Isso mostra que a criança aprendeu outro conceito fundamental para seu desenvolvimento cognitivo. Na história de Bintou isso ocorre quando a personagem não se conforma e questiona porque não pode ter tranças. É ali que entra a figura da pessoa mais experiente da família a avó. Pois assim como nas experiências científicas o aprendizado passa de geração em geração e é aperfeiçoado com o tempo.
        O texto uma Abordagem Integrada da Aprendizagem, apresenta as experiências científicas integradas com as diferentes áreas do currículo como uma possibilidade de enriquecimento da aprendizagem e melhor desempenho mental das crianças. É preciso manter um elo entre as diferentes áreas curriculares, utilizando as reflexões e experiências científicas como um apoio à prática educativa.
        O Principal objetivo das abordagens integradas é promover conexões entre conceitos, visando o conhecimento global e o rompimento de barreiras entre as disciplinas. Possibilita o aprofundamento e compreensão da relação teoria/prática e contribuem para uma formação crítica do educando. Neste sentido percebe-se o quanto o campo de conhecimento pode ser amplo, com uma diversidade capaz de intensificar em cada um sua melhor atuação, é de extrema importância fazer com que o conhecimento seja visto com toda essa diversidade de expressões, para que também possa haver respeito pelo desenvolvimento de cada um conforme a suas capacidades e maturidade cognitiva.
        Ao integrarmos experiências científicas com outras áreas do currículo, ajudamos as crianças a aumentarem seu desempenho mental. De acordo com o texto (“Uma abordagem integrada da aprendizagem”) a medida que enriquecemos a variedade de conexões e relações entre diferentes estilos de aprendizagem, associação e aplicação de informações, as crianças formam vias neurológicas mais sofisticadas em seus cérebros aumentando a retenção de conceitos. Com essa integração se propõe que o conhecimento seja exposto de forma mais abrangente e que possa com isso facilitar a sua aquisição de maneira mais prazerosa, para que estabeleça uma aprendizagem interativa, ampliando assim a visão de mundo. Seja na vida cotidiana como o caso de Bintou ou na vida acadêmica que valoriza mais as experiências científicas.
            Partimos da compreensão que a tais experiências são carregadas de mensagens e significações, nesse sentido podemos dizer que ela é um dos veículos centrais na transmissão das ideologias, cria uma imagem de algo, ao mesmo passo é produto social e histórico. Ensinar de forma contextualizada e global com atenção e respeito à diversidade dos alunos requer atividades didáticas que incentivem trabalhos coletivos onde sejam valorizadas as trocas e ao mesmo tempo consideradas as especificidades de cada um dos envolvidos.
            Assim propõem-se algumas atividades práticas a partir da história de Bintou. Dentro das seguintes áreas do conhecimento: Natureza e Sociedade, Artes e Música, Alfabetização e Matemática.
 “As tranças de Bintou” mostra uma possibilidade de abordar o tema de forma positiva e construtiva, favorecendo o conhecimento de culturas de povos da África. O destaque é para as tranças de Bintou, num percurso de vida das pessoas que habitam a região, na visão da menina que queria ter tranças.
 Meu nome é Bintou e meu sonho é ter tranças.Meu cabelo é curto
E crespo. Meu cabelo é bobo e sem graça. Tudo que tenho são Quatro birotes na cabeça. Às vezes, sonho que passarinhos estão fazendo ninhos na minha cabeça. Seria um ótimo lugar para deixarem seus filhotes. Aí eles dormiriam sossegados e cantariam felizes. Mas na maioria das vezes eu sonho mesmo é com tranças. Longas tranças, enfeitadas com pedras coloridas e Conchinhas.
Minha irmã, Fatou, usa tranças, e é muito bonita. Quando ela me abraça, as miçangas das tranças roçam nas minhas bochechas. Ela me pergunta: “Bintou, por que está chorando?” Eu digo: “Eu queria ser bonita como você.” Meninas não usam tranças. “Amanhã eu faço novos birotes no seu cabelo”. Eu sempre acabo em birotes.
Essa história permite abordar componentes da identidade das crianças desde as diferentes fases da vida: infância, juventude, fase adulta, velhice e as características de cada uma, as possibilidades e limites das mesmas, além de comparações entre culturas e povos: as meninas brasileiras podem usar tranças, mas nas terras onde Bintou mora, ela precisa ter uma certa idade para fazer o penteado que tanto sonha. No continente africano também existem muitos rituais que têm o cabelo como referência. No caso da história na cerimônia de batismo, o cabelo da criancinha é raspado. A figura das pessoas mais velhas como portadores de sabedoria também é destacada. É a avó de Bintou que decide sobre o seu penteado e ainda não chegou o momento de ela usar tranças. E mesmo tendo sido prometido, sua avó lhe dá de presente o sonho que sonhou de enfeites coloridos.  Vários nomes desconhecidos dos brasileiros são listados na história. É um bom momento para se trabalhar com os nomes das crianças e os significados dos mesmos.

QUILOMBO, 19/11/2012

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